Ainda na infância Roger Silva começa a criar os primeiros diálogos com o universo imagético, aos 12 anos ele tem em mãos sua primeira câmera fotográfica, presente dado pelo pai. Os elos com a fotografia foram se solidificando ao longo...
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Ainda na infância Roger Silva começa
a criar os primeiros diálogos com o universo imagético, aos 12 anos ele tem em
mãos sua primeira câmera fotográfica, presente dado pelo pai. Os elos com a
fotografia foram se solidificando ao longo da sua trajetória, e hoje aos 41
anos, o Historiador, formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) traz
em seus trabalhos imagens carregas de narrativas relevantes e que propõe
reflexões socias, políticas e econômicas urgentes. A inquietude criativa do
Fotoartista somada ao seu olhar apurado já renderam premiações expressivas,
como o primeiro lugar na Microbolsa promovida pelo EL PAÍS e Artsan, o trabalho
inscrito foi a série de autorretratos Banzo, tema do presente livro, que
reverbera as angústias e dores da população preta e periférica em tempos da
pandemia global de COVID-19. As imagens que levam a assinatura do pernambucano
radicado em Alagoas são contribuições expressivas para causas muitas vezes
encobertas pela estrutura social vigente no Brasil, as imagens ultrapassam a
superfície e revelam camadas que são renegadas. É, com a força simbólica das
imagens e a gravidade das questões que aguçam sua fala, que o trabalho de Silva
se alicerça, além do caráter de denúncia, as obras impactam diversas sensações
estéticas. Arte e crítica social caminhando lado a lado.